sábado, 22 de junho, 2024

Criptomoedas

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Como cibercriminosos conseguem transferir criptomoedas da vítima para outra carteira?

Atores de golpe já desviaram mais de US$1 mil em Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH)

terça, 11 de abril, 2023 - 13:10

Redação MyCryptoChannel

De acordo com dados mais recentes da Unit 42, unidade de Inteligência e pesquisa de ameaças da Palo Alto Networks, o Brasil ainda ocupa o primeiro lugar em golpes de ransomware na América Latina, tendo um aumento de 51% em relação ao ano passado. Agora uma nova campanha de malware direcionada aos falantes da língua portuguesa foi descoberta pelos pesquisadores.

O golpe redireciona a criptomoeda das carteiras dos usuários legítimos para as carteiras controladas por agentes de ameaças. Para fazer isso, a campanha usa um tipo de malware conhecido como clipper de criptomoeda, que monitora a área de transferência da vítima em busca de sinais de que o endereço de uma carteira de criptomoeda está sendo copiado.

O malware, que foi chamado de CryptoClippy, procura substituir o endereço real da carteira do usuário pelo do agente da ameaça, fazendo com que o usuário envie inadvertidamente a criptomoeda para o criminoso. Pesquisadores da Unit 42 encontraram vítimas nos setores de manufatura, serviços de TI e imóveis, e apontam que, provavelmente, tenham impactado também os endereços de carteira pessoal de pessoas que se conectam pelo computador de trabalho.

Para inserir o malware nos computadores dos usuários, os ciber atacantes usaram o Google Ads e os sistemas de distribuição de tráfego (TDS) para redirecionar as vítimas para domínios maliciosos que estão se passando pelo aplicativo WhatsApp Web legítimo.

Eles usam isso para garantir que as vítimas sejam usuários reais e também que falem português. Para usuários enviados para domínios mal-intencionados, a ameaça tenta induzi-los a baixar arquivos maliciosos, incluindo arquivos .zip ou .exe, que complementam a infeção”, explica Daniel Bortolazo, Gerente de Engenharia e Arquitetura da Palo Alto Networks no Brasil.

Além disso, a variante também possui funcionalidade relacionada ao direcionamento de carteiras de criptomoedas como Ethereum e Bitcoin, dada a crescente popularidade das moedas digitais na América Latina.

Como conter ataques

A tática provou ser furtiva e bem-sucedida, com atores de ameaças roubando o equivalente a mais de US$ 1 mil em Bitcoin e Ethereum até agora das carteiras das vítimas. Segundo a Unit 42, é possível conter os ataques por meio de ferramentas que protejam os end points contra as técnicas de malware utilizadas pelos atacantes.

É preciso que as corporações adotem medidas efetivas de cibersegurança não apenas para contenção de novos ataques que surgem ao longo do tempo, mas também para a prevenção de situações que possam trazer prejuízo à organização ou aos seus colaboradores ", conclui Bortolazo.  

Criptomoedas

Hurst distribui lucros da cesta de criptomoedas Blue Chips

BNB atinge preço-alvo com retorno de até 141%

segunda, 17 de junho, 2024 - 19:01

Redação MyCryptoChannel

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A Hurst Capital, uma grande plataforma de ativos alternativos da América Latina, iniciou na última quarta-feira (12) a distribuição dos lucros da criptomoeda BNB aos investidores da cesta Crypto Basket Blue Chips. 

A venda da BNB, que atingiu o preço-alvo definido na estruturação do ativo, resultou em retornos que variam entre 37% e 141% ao ano, dependendo da data de entrada do investidor na operação. 

A liquidação da BNB ocorreu no dia 6 de junho, ao preço unitário de R$ 3.764,19. A estruturação se deve à seleção da Borum Finance, empresa especializada em investimentos em criptoativos que atuou como parceira da Hurst Capital na criação da cesta.  

A Borum Finance foi responsável por toda a pesquisa e estruturação da cesta, composta por seis criptomoedas: Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Cardano (ADA), Solana (SOL), Polkadot (DOT) e BNB. 

Até o momento, a Hurst Capital já liquidou três criptoativos da cesta: Luna, Bitcoin e BNB. As operações com as demais criptomoedas (Ethereum, Cardano, Solana e Polkadot) ainda estão em andamento. 

“A BNB bateu o preço alvo e por esta razão a liquidação automática ocorreu, o que trouxe um ótimo retorno ajustado a risco aos investidores. Esta operação é interessante justamente porque os ativos são liquidados separadamente. Se não, poderia acontecer de na hora da liquidação, algumas moedas estarem valorizadas e outras não, reduzindo a rentabilidade”, disse Francis Wagner, Head da Borum Finance. 

 

 

SEC

Terraform Labs encerrará operações após acordo bilionário com a SEC

Empresa de blockchain entrega controle à comunidade após acordo de US$ 4,47 bilhões com a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA

quinta, 13 de junho, 2024 - 18:45

Redação MyCryptoChannel

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O CEO da Terraform Labs, Chris Amani, anunciou na quarta-feira (12) que a empresa encerrará suas atividades após chegar a um acordo de US$ 4,47 bilhões com a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). 

Esse encerramento inclui a venda de projetos-chave dentro do ecossistema Terra e a transferência do controle da blockchain Terra para a comunidade. 

A Terraform Labs  "sempre teve a intenção de se dissolver em algum momento, e esse momento é agora. Vamos encerrar as operações completamente”, disse  Amani. “Estávamos bem-posicionados para acelerar as coisas se tivéssemos vencido o julgamento, mas, infelizmente, perdemos e, como resultado, não podemos mais operar." 

O acordo com a SEC implica a devolução de US$ 3,58 bilhões — desistindo dos lucros obtidos de forma ilícita ou antiética — além de uma multa civil de US$ 420 milhões. 

 A empresa decidiu encerrar suas operações sob a liderança de Amani, que assumiu o cargo após Do Kwon, em julho de 2023. Amani confirmou a intenção de queimar as participações investidas e não investidas da empresa após entrar no lugar de Do Kwon.