sábado, 02 de março, 2024

Criptomoedas

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Como cibercriminosos conseguem transferir criptomoedas da vítima para outra carteira?

Atores de golpe já desviaram mais de US$1 mil em Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH)

terça, 11 de abril, 2023 - 13:10

Redação MyCryptoChannel

De acordo com dados mais recentes da Unit 42, unidade de Inteligência e pesquisa de ameaças da Palo Alto Networks, o Brasil ainda ocupa o primeiro lugar em golpes de ransomware na América Latina, tendo um aumento de 51% em relação ao ano passado. Agora uma nova campanha de malware direcionada aos falantes da língua portuguesa foi descoberta pelos pesquisadores.

O golpe redireciona a criptomoeda das carteiras dos usuários legítimos para as carteiras controladas por agentes de ameaças. Para fazer isso, a campanha usa um tipo de malware conhecido como clipper de criptomoeda, que monitora a área de transferência da vítima em busca de sinais de que o endereço de uma carteira de criptomoeda está sendo copiado.

O malware, que foi chamado de CryptoClippy, procura substituir o endereço real da carteira do usuário pelo do agente da ameaça, fazendo com que o usuário envie inadvertidamente a criptomoeda para o criminoso. Pesquisadores da Unit 42 encontraram vítimas nos setores de manufatura, serviços de TI e imóveis, e apontam que, provavelmente, tenham impactado também os endereços de carteira pessoal de pessoas que se conectam pelo computador de trabalho.

Para inserir o malware nos computadores dos usuários, os ciber atacantes usaram o Google Ads e os sistemas de distribuição de tráfego (TDS) para redirecionar as vítimas para domínios maliciosos que estão se passando pelo aplicativo WhatsApp Web legítimo.

Eles usam isso para garantir que as vítimas sejam usuários reais e também que falem português. Para usuários enviados para domínios mal-intencionados, a ameaça tenta induzi-los a baixar arquivos maliciosos, incluindo arquivos .zip ou .exe, que complementam a infeção”, explica Daniel Bortolazo, Gerente de Engenharia e Arquitetura da Palo Alto Networks no Brasil.

Além disso, a variante também possui funcionalidade relacionada ao direcionamento de carteiras de criptomoedas como Ethereum e Bitcoin, dada a crescente popularidade das moedas digitais na América Latina.

Como conter ataques

A tática provou ser furtiva e bem-sucedida, com atores de ameaças roubando o equivalente a mais de US$ 1 mil em Bitcoin e Ethereum até agora das carteiras das vítimas. Segundo a Unit 42, é possível conter os ataques por meio de ferramentas que protejam os end points contra as técnicas de malware utilizadas pelos atacantes.

É preciso que as corporações adotem medidas efetivas de cibersegurança não apenas para contenção de novos ataques que surgem ao longo do tempo, mas também para a prevenção de situações que possam trazer prejuízo à organização ou aos seus colaboradores ", conclui Bortolazo.  

SEC

Comissária da SEC critica abordagem da agência em casos de regulação das indústrias de criptomoedas

Hester Peirce comenta sobre a falta de clareza do regulador

sexta, 01 de março, 2024 - 18:07

Redação MyCryptoChannel

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Hester Peirce, comissária da Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos Estados Unidos, conhecida como "Crypto Mom" por seu apoio à indústria de criptomoedas, criticou a abordagem da agência para supervisionar esse mercado. Em um discurso na ETHDenver na quinta-feira (29), Peirce chamou partes da postura da SEC de "improdutivas" e "inúteis". 

A principal crítica de Peirce se concentra na falta de clareza regulatória por parte da SEC. Ela argumenta que a agência pune empresas por violações de registro relacionadas a criptomoedas, mesmo sem fornecer diretrizes claras sobre o que constitui um título. 

Ela disse que faz sentido perseguir atores envolvidos em fraudes, “mas quando você está falando sobre violações de registro, porque alguém tocou em um ativo criptográfico, então chegamos anos depois e dizemos ah, isso é um título”, disse Peirce, “parece inútil porque você está trazendo um caso contra alguém onde não há alegação de que alguém tenha sido ferido."  

Para solucionar a falta de clareza, Peirce propõe sua iniciativa de "porto seguro". Essa proposta visa oferecer um período de carência de três anos para desenvolvedores de redes criptográficas, durante o qual eles podem trabalhar em seus projetos sem se preocupar com as leis de valores mobiliários. 

Ela afirmou que a indústria precisa ter suas ideias prontas para funcionar, pois “talvez o presidente Gensler acorde amanhã de manhã e tenha uma epifania e esteja em um lugar diferente, então precisamos ter ideias na prateleira prontas para serem usadas quando isso acontecer”.  

 Outro ponto abordado por Peirce foi a aprovação de um ETF de Ethereum à vista. Ela disse que a proposta está sob consideração da SEC, mas não deu um prazo para uma decisão. 

FTX

Fundo de hedge cripto LedgerPrime ressurge com novo nome e equipe após colapso da FTX

Grupo MNNC é liderado por ex-funcionários da LedgerPrime

quinta, 29 de fevereiro, 2024 - 14:30

Redação MyCryptoChannel

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O fundo de hedge criptográfico LedgerPrime, que foi forçado a fechar após a falência da FTX, ressurgiu com um novo nome e equipe, de acordo com a Bloomberg. O novo fundo, chamado Grupo MNNC, é liderado por ex-funcionários da LedgerPrime e já levantou capital de investidores. 

A LedgerPrime foi adquirida pela FTX US em 2021. No entanto, após a falência da FTX, a LedgerPrime foi forçada a encerrar suas operações. Agora, vários ex-funcionários da LedgerPrime se uniram para formar um novo fundo. A equipe inclui Shiliang Tang, que atuou como Diretor de Investimentos da LedgerPrime. 

“O fundo de hedge multiestratégia registrado nas Ilhas Cayman levantou uma quantia não revelada de dinheiro de financiadores, incluindo aqueles que investiram na LedgerPrime, uma subsidiária da Ledger Holdings, que foi adquirida pela FTX US em 2021”, afirmou a Bloomberg. 

O Grupo MNNC é composto por 11 funcionários, a maioria ex-integrantes da LedgerPrime,. A LedgerPrime, em seu auge, administrava até US$ 400 milhões e ostentava um retorno médio anualizado de cerca de 40%,