sexta, 12 de julho, 2024

Criptomoedas

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Criptomoedas como refúgio da inflação: Argentina lidera adoção na América Latina

Argentinos recorrem a criptomoedas, principalmente stablecoins como Tether, buscando proteção contra a desvalorização do Peso Argentino

terça, 09 de julho, 2024 - 16:30

Redação MyCryptoChannel

A disparada da inflação na Argentina impulsionou a busca por criptomoedas como alternativa para proteger o poder de compra, impulsionando o país ao topo da adoção no hemisfério ocidental. Segundo analistas da revista Forbes, a Argentina supera todas as nações do hemisfério ocidental nesse quesito. 

O relatório da Forbes informa que os 130 milhões de usuários nas 55 maiores exchanges de cripto do mundo, 2,5 milhões são argentinos, representando a maior parcela em relação à população do país. 

Ao contrário da tendência global de memecoins, a preferência dos argentinos se concentra em stablecoins, principalmente o Tether (USDT). Essa escolha se justifica pela busca por estabilidade em meio à inflação do país, já que elas são projetadas para manter um valor estável em uma proporção 1:1 com o dólar americano.  

"A Argentina é um mercado atípico, onde muitos compram USDT e não deixam espaço para outras criptomoedas", explica Maximiliano Hin, chefe da Bitget na América Latina. "Não vemos isso em nenhum outro lugar. Os argentinos compram Tether à vista e não fazem nada com ele.” 

A Argentina ainda enfrenta desafios para regular o setor de criptomoedas. Em 2023, o país oficializou o uso do Bitcoin (BTC) em contratos jurídicos, mas ainda busca uma estrutura regulatória abrangente. 

Em abril de 2024, foram aprovados requisitos de registro para empresas de cripto, mas as principais exchanges, como a Binance, ainda não se regularizaram junto à Comissão Nacional de Valores (CNV), órgão regulador do mercado de capitais. 

Embora o governo argentino demonstre interesse em regulamentar as criptomoedas, a população ainda não tem acesso a serviços de criptomoedas totalmente regulamentados. "Até onde sei, não há exigência de licenciamento nos países da América Latina onde a Bitget opera", afirma Hin. 

 

 

Criptomoedas

Coreia do Sul implementa sistema de vigilância 24 horas em criptomoedas

Novo sistema monitora transações em bolsas locais a partir de 19 de julho

quinta, 04 de julho, 2024 - 17:14

Redação MyCryptoChannel

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Com o objetivo de combater atividades ilegais no mercado de criptomoedas, o Serviço de Supervisão Financeira da Coreia do Sul (FSS) anunciou a implementação de um sistema de vigilância 24 horas em parceria com exchanges locais.  

A medida serve para detectar e prevenir transações fraudulentas, protegendo os investidores e promovendo um ambiente de negociação mais seguro. 

O novo sistema, que entrará em operação em 19 de julho, coincidentemente com a entrada em vigor da primeira estrutura regulatória de criptomoedas da Coreia do Sul, foi desenvolvido com base em um formato de relatório padronizado para envios de dados de transações de exchanges locais.  

Através deste formato, o FSS construiu um sistema capaz de identificar e separar transações irregulares do restante. 

"Comparamos os critérios da KRX (Bolsa de Valores da Coreia) na extração de transações anormais e preparamos modelos e indicadores métricos por meio de várias simulações, que esperamos que filtrem transações anormais meticulosamente", disse o FSS. 

As principais exchanges da Coreia do Sul, responsáveis por 99,9% das negociações de criptomoedas no país, já implementaram o sistema de monitoramento com base nos critérios mais recentes do FSS. 

O FSS também orientou as exchanges a formarem equipes dedicadas para monitorar transações suspeitas e forneceu diretrizes sobre como detectar ilegalidades nas transações identificadas. Entre os métodos de investigação, estão a análise de informações de auditoria, como dados on-chain. 

A Lei de Proteção ao Usuário de Ativos Virtuais, que entra em vigor em 19 de julho, representa a primeira lei de criptomoedas da Coreia do Sul. Ela visa combater atos ilícitos no mercado, como insider trading, manipulação de preços e transações fraudulentas. 

Além disso, a lei exige que os provedores de serviços de criptomoedas protejam mais de 80% dos depósitos em armazenamento a frio para garantir a segurança dos fundos dos usuários e se inscrevam em programas de seguro para compensá-los em caso de violações de segurança. 

 

Criptomoedas

Justiça sequestra bens de ex-executivos da Americanas, incluindo criptomoedas

Esquema de fraude e insider trading na varejista resulta em bloqueio de R$ 520,4 milhões

quinta, 04 de julho, 2024 - 14:44

Redação MyCryptoChannel

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O juiz federal Marcio Carvalho, do TRF-2, determinou o sequestro de bens de 11 ex-executivos da Americanas, incluindo até mesmo criptomoedas, segundo o jornalista Lauro Jardim, do Jornal O Globo. Essa iniciativa é uma forma de garantir o ressarcimento de possíveis valores obtidos de forma ilícita. 

 A medida, faz parte das investigações sobre o escândalo financeiro que abalou a empresa em 2023 e visa alcançar montante total de R$ 520,4 milhões. Os bens bloqueados incluem: todas as contas correntes, veículos e imóveis, além de aplicações financeiras de qualquer tipo. 

O ex-CEO Miguel Gutierrez lidera a lista de alvos, com bens bloqueados no valor de R$ 317,1 milhões. Ana Saicali (R$ 115,6 milhões), Timotheo de Barros (R$ 40,4 milhões), Marcio Cruz (R$ 11,1 milhões) e Fabio Abrate (R$ 11,6 milhões) também estão entre os ex-executivos que terão seus bens sequestrados. 

Eles são acusados de crimes graves, como insider trading e a realização de um esquema para mascarar as finanças da empresa. Segundo a Polícia Federal, eles se aproveitaram de informações privilegiadas para realizar "vendas milionárias de ações" antes da divulgação do rombo bilionário, em janeiro de 2023. 

O sequestro de criptomoedas, no entanto, apresenta desafios. No caso de ativos armazenados em exchanges nacionais que seguem as regras do Banco Central e da Receita Federal, como Mercado Bitcoin, o bloqueio pode ser realizado com maior facilidade.  O desafio está para os ativos armazenados em carteiras privadas, sem registro em exchanges.