sábado, 02 de março, 2024

Criptomoedas

A+ A-

Por que selos de verificação do Twitter Blue facilita golpes com criptomoedas?

Entenda como golpistas se beneficiam com assinatura premium da rede social e como se proteger dessas fraudes

terça, 03 de outubro, 2023 - 15:03

Ana Beatriz Rodrigues

Após Elon Musk tornar a verificação de contas no X, antigo Twitter, acessível a todos, os golpes com criptomoedas na rede social ganharam uma nova faceta. O selo de verificação, um símbolo azul que aparece ao lado do nome de uma conta, antes era concedido apenas a contas de interesse público, como celebridades, políticos e jornalistas.

 

Porém, a decisão de Musk permite que qualquer pessoa pague para ter o selo. Desse modo, golpistas podem se passar por contas oficiais para aplicar golpes em usuários da rede social. 

 

Golpes com criptomoedas

Em setembro deste ano, uma fraude na plataforma ofereceu US$ 25 milhões em tokens falsos da Grayscale, empresa de investimentos em cripto. Com uma conta usando o logotipo da empresa real e um selo de verificação azul, os golpistas fizeram um post dizendo que a empresa estava distribuindo tokens GBTC e pedia que usuários que visitassem um site para reivindicar os presentes. 

 

Essa postagem era falsa e a conta oficial da Grayscale desmentiu a distribuição. “A conta @Grayscale_FND não é afiliada à Grayscale”, afirmou um porta-voz da empresa na época. 

 

A CEO da Bembit, Raiane Ranucci, disse que “a introdução do Twitter Blue e a oportunidade de verificação para mais usuários podem, de fato, aumentar a incidência de golpes. Com isso, os golpistas podem aproveitar o selo para conferir credibilidade a esses perfis”, afirma Raiane. 

 

A professora de contabilidade da ESEG — Faculdade do Grupo Etapa, Marina Prieto, disse que a introdução do Twitter Blue não está relacionada diretamente a atividades fraudulentas. “No entanto, a oportunidade de verificação de conta (solicitar o selo de conta verificada) pode ter impacto indireto”, ressaltou. 

 

Os golpistas podem tentar se passar por pessoas ou organizações verificadas para ganhar mais confiança dos usuários, tornando a verificação uma característica mais importante para identificar contas legítimas”, destacou Marina. 

 

Diferença entre selos

Atualmente, o X possui diferentes tipos de selos de verificação e é necessário ficar atento nessas diferenças. Segundo o próprio site da rede social, existe o Selo Azul que representa os pagantes da assinatura premium da plataforma. Com esse serviço, que custa US$ 8 por mês ou US$ 84 por ano, os usuários receberão um selo de verificação na cor azul. 

 

Já o selo dourado e uma foto quadrada no perfil indica que essa é uma conta oficial de empresas por meio das Organizações Verificadas do X. Para organizações ou autoridade governamental/multilateral existe o selo cinza. Essas contas são escolhidas de acordo com diversos critérios estabelecidos pela plataforma. Por último, existe o selo de afiliação que contém a foto do perfil de uma Organização Verificada e é aplicado a todas as afiliadas dessa organização. O site indica que essas “contas afiliadas podem ter selos dourados, cinzas ou azuis”.

 

Para Marina Prieto, “a existência de diferentes tipos de selos de verificação pode ajudar os usuários a diferenciarem entre contas verificadas de indivíduos públicos, organizações e empresas. Pode ajudar a evitar que os golpistas se passem por figuras públicas ou empresas conhecidas”, afirma a professora. 

 

Proteção contra fraudes

Somente a proteção da plataforma não é o suficiente para não cair em golpes desses no X. A CEO da Bembit, Raiane Ranucci, afirma que é preciso sempre estar atento ao usar a rede social. Além disso, é preciso estar atento “a qualquer oferta de recompensa em troca de seus dados pessoais ou promessas de lucros extraordinariamente altos”. 

 

Raiane ainda alerta para sobre links suspeitos e avisa que é preciso verificar cuidadosamente a URL do site antes de acessá-lo. A CEO da Bembit avisa sobre nunca compartilhar dados pessoais com ninguém ou qualquer empresa online. 

 

Para identificar golpes no X, é fundamental examinar as contas cuidadosamente. Verifique o perfil, a presença na plataforma, e observe o nível de engajamento”, destaca Raiane. 

 

A professora de contabilidade da ESEG - Faculdade do Grupo Etapa, Marina Prieto, também fala sobre a análise cuidadosa dos perfis na rede social. Ela os perfis de golpistas tendem a ter  “poucas informações pessoais, como fotos de perfil genéricas e descrições vagas” além de um engajamento suspeito. 

 

Mas para Marina, essa segurança vai além, com a necessidade de uma educação para população sobre o tema e um trabalho da plataforma e dos usuários. Lembrando que a segurança online é um esforço conjunto entre os usuários e a plataforma, e educação e a conscientização desempenham um papel fundamental na prevenção de golpes.

SEC

Comissária da SEC critica abordagem da agência em casos de regulação das indústrias de criptomoedas

Hester Peirce comenta sobre a falta de clareza do regulador

sexta, 01 de março, 2024 - 18:07

Redação MyCryptoChannel

Continue Lendo...

Hester Peirce, comissária da Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos Estados Unidos, conhecida como "Crypto Mom" por seu apoio à indústria de criptomoedas, criticou a abordagem da agência para supervisionar esse mercado. Em um discurso na ETHDenver na quinta-feira (29), Peirce chamou partes da postura da SEC de "improdutivas" e "inúteis". 

A principal crítica de Peirce se concentra na falta de clareza regulatória por parte da SEC. Ela argumenta que a agência pune empresas por violações de registro relacionadas a criptomoedas, mesmo sem fornecer diretrizes claras sobre o que constitui um título. 

Ela disse que faz sentido perseguir atores envolvidos em fraudes, “mas quando você está falando sobre violações de registro, porque alguém tocou em um ativo criptográfico, então chegamos anos depois e dizemos ah, isso é um título”, disse Peirce, “parece inútil porque você está trazendo um caso contra alguém onde não há alegação de que alguém tenha sido ferido."  

Para solucionar a falta de clareza, Peirce propõe sua iniciativa de "porto seguro". Essa proposta visa oferecer um período de carência de três anos para desenvolvedores de redes criptográficas, durante o qual eles podem trabalhar em seus projetos sem se preocupar com as leis de valores mobiliários. 

Ela afirmou que a indústria precisa ter suas ideias prontas para funcionar, pois “talvez o presidente Gensler acorde amanhã de manhã e tenha uma epifania e esteja em um lugar diferente, então precisamos ter ideias na prateleira prontas para serem usadas quando isso acontecer”.  

 Outro ponto abordado por Peirce foi a aprovação de um ETF de Ethereum à vista. Ela disse que a proposta está sob consideração da SEC, mas não deu um prazo para uma decisão. 

FTX

Fundo de hedge cripto LedgerPrime ressurge com novo nome e equipe após colapso da FTX

Grupo MNNC é liderado por ex-funcionários da LedgerPrime

quinta, 29 de fevereiro, 2024 - 14:30

Redação MyCryptoChannel

Continue Lendo...

O fundo de hedge criptográfico LedgerPrime, que foi forçado a fechar após a falência da FTX, ressurgiu com um novo nome e equipe, de acordo com a Bloomberg. O novo fundo, chamado Grupo MNNC, é liderado por ex-funcionários da LedgerPrime e já levantou capital de investidores. 

A LedgerPrime foi adquirida pela FTX US em 2021. No entanto, após a falência da FTX, a LedgerPrime foi forçada a encerrar suas operações. Agora, vários ex-funcionários da LedgerPrime se uniram para formar um novo fundo. A equipe inclui Shiliang Tang, que atuou como Diretor de Investimentos da LedgerPrime. 

“O fundo de hedge multiestratégia registrado nas Ilhas Cayman levantou uma quantia não revelada de dinheiro de financiadores, incluindo aqueles que investiram na LedgerPrime, uma subsidiária da Ledger Holdings, que foi adquirida pela FTX US em 2021”, afirmou a Bloomberg. 

O Grupo MNNC é composto por 11 funcionários, a maioria ex-integrantes da LedgerPrime,. A LedgerPrime, em seu auge, administrava até US$ 400 milhões e ostentava um retorno médio anualizado de cerca de 40%,