quinta, 22 de fevereiro, 2024

Criptomoedas

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Quais são os desafios das criptomoedas no 1T23 e o que esperar para o próximo trimestre?

No cenário internacional, queda do Silicon Valley Bank gerou preocupações para economia global; confira análises e expectativas de especialistas sobre o mercado digital

sexta, 07 de abril, 2023 - 13:00

Redação MyCryptoChannel

O primeiro trimestre de 2023 foi um período desafiador para o mercado financeiro, com destaque para as fraudes - como o caso da brasileira Braiscompany -, que resultou em perdas significativas. Na visão de Rafael Izidoro, CEO e fundador da fintech cripto Rispar, é importante analisar que a queda de empresas fraudulentas é um sinal de que o mercado está se fortalecendo e transparente, o que aumenta a segurança para os investidores.

No cenário internacional, a queda do Silicon Valley Bank gerou preocupações com o contágio na economia global. Felizmente, as autoridades reguladoras tomaram medidas para aumentar a confiança no sistema financeiro, garantindo a estabilidade do mercado. Em contrapartida, o mercado cripto teve uma valorização expressiva, com destaque para o Bitcoin, que subiu mais de 60%, mostrando que os investidores estão buscando refúgio nos ativos digitais.

Já no Brasil, o Real Digital, moeda eletrônica emitida pelo Banco Central, é um dos pontos-chave para o mercado cripto. “Previsto para ser lançado em 2024, deve ter uma aceitação ainda mais rápida do que o sistema de pagamentos instantâneo Pix, que já é o meio de pagamento mais usado pelos brasileiros. Isso mostra que o país está atuando como protagonista no mercado de moedas digitais”, pontua Izidoro.

Para o executivo, apesar do cenário de incerteza, a expectativa é positiva para o restante do ano, com a possibilidade de novas altas históricas do Bitcoin e do mercado.

Outras análises para o mercado de criptomoedas no 2T23

Enquanto os bancos quebraram, o bitcoin continuava em alta, chegando a US$ 28 mil, revelando uma confiança de boa parte dos investidores no setor cripto. Tal confiança se dá pelo fato de o bitcoin ser um ativo anticíclico, descorrelacionado ao mercado financeiro tradicional, e pode servir como uma reserva de valor em momentos de turbulência e de crise. Em contrapartida, os desafios no mercado cripto viram, principalmente no que diz respeito à regulação do setor”, explica Thiago Cesar, CEO da Transfero.

Muitas vezes, outros tokens operam para o BTC, como nos casos das stablecoins, utilizadas como base para negociações. Nos derivativos, o Bitcoin também pode ser utilizado como colateral para tradings de margem e alavancagem, assim como no pagamento das taxas de financiamento (funding)”, ressalta João Canhada, fundador da Foxbit.

O caso do Silicon Valley Bank e uma debandada de americanos de bancos pequenos e médios indo para bancos maiores, com medo de que houvesse algum tipo de crise sistêmica e que levasse a quebra de muitas outras instituições financeiras, principalmente as menores capitalizadas, são exemplos”, afirma Paulo Boghosian, Head de Research do TC Pandhora Digital Assets.

SEC

Bancos dos EUA pressionam SEC para redefinir criptoativos e participar do mercado

Grupo de instituições financeiras encaminham carta para Gary Gensler pedindo a mudança do Boletim de Conformidade da Equipe 121

sexta, 16 de fevereiro, 2024 - 14:00

Redação MyCryptoChannel

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Grandes bancos e instituições financeiras dos Estados Unidos estão pressionando a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) a ajustar sua definição de criptoativos para permitir que eles assumam um papel mais significativo no mercado de ativos digitais. 

Em uma carta enviada ao presidente da SEC, Gary Gensler na quarta-feira (14) uma coalizão de grupos do setor bancário pede que a Comissão reconsidere a definição de criptoativos no Boletim de Conformidade da Equipe 121 (SAB 121) para excluir ativos tradicionais registrados na blockchain. 

A reivindicação visa permitir que os bancos atuem como custodiantes dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista recentemente aprovados pela SEC. A orientação atual exige que os bancos mantenham criptoativos em seus balanços patrimoniais, o que torna a custódia em larga escala dispendiosa e complexa. 

A carta destaca os "vários avanços relevantes" desde a emissão do SAB 121 em março de 2022, incluindo a aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista. Segundo o diretor de investimentos da Bitwise, Matt Hougan, a carta sugere essa mudança demonstra um "tom em torno da regulamentação das criptomoedas em Washington" que se torna mais receptivo. 

A iniciativa dos bancos é vista como um sinal claro de seu interesse em participar da "onda de finanças digitais". O analista de ETFs da Bloomberg, Eric Balchunas, resume que “os bancos dos EUA, deixados de fora dos principais papéis relativos aos ETFs de bitcoin, estão pressionando a SEC para ajustar a orientação sobre a custódia de ativos digitais". 

 

Criptomoedas

Brasileiros mantém cautela com renda fixa, mas se arriscam em outros investimentos no início de 2024

Levantamento da Yubb aponta os dez ativos mais procurados em janeiro pelos investidores do Brasil

quinta, 15 de fevereiro, 2024 - 15:05

Redação MyCryptoChannel

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Apesar da Selic em 11,25% ao ano, a renda fixa ainda reina entre os investimentos preferidos dos brasileiros, de acordo com levantamento da plataforma Yubb. CDBs e títulos do Tesouro Direto lideram o ranking, mas os fundos multimercados e as criptomoedas despontam como opções atrativas para o Brasil.  

Em janeiro, a renda fixa se consolidou como a preferência nacional, com destaque para Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e títulos do Tesouro Direto. No entanto, a pesquisa revela uma crescente disposição para investimentos de perfil mais arrojado. Os fundos multimercados, que combinam ativos de risco e conservadores, inclusive criptomoedas, subiram da quinta para a terceira colocação entre dezembro e janeiro.  

Essa ascensão pode ser explicada, em parte, pela crescente participação de criptomoedas nos portfólios desses fundos. Dados do provedor de software de impostos CoinLedge indicam que os investidores de criptomoedas obtiveram lucros médios de US$ 887 em 2023. 

Completando o Top 10 dos ativos mais procurados em janeiro, encontramos Letras de Câmbio (LCs) e Recibos de Depósito Bancário (RDBs) na sétima posição, após caírem da quarta colocação no final de 2023. Fundos Imobiliários (FIIs) e debêntures mantiveram suas posições na nona e décima posição, respectivamente, entre os ativos mais desejados pelos investidores no início de 2024.