quinta, 22 de fevereiro, 2024

Real digital

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Real digital pode baratear transações financeiras?

Para especialista em blockchains, contratos inteligentes em contas-garantia são uma das aplicações mais interessantes da criptomoeda

quarta, 19 de abril, 2023 - 14:18

Redação MyCryptoChannel

Emitir moeda virtual é um caminho trilhado pelos Bancos Centrais de todo o mundo. No Brasil, não é diferente: programada para estar disponível aos consumidores finais até dezembro de 2024, a versão digital do Real, que deve transformar o sistema bancário e mudar como lidamos com o dinheiro, está em fase de testes pelas instituições financeiras e ainda traz dúvidas em relação às suas principais aplicações ou possibilidades. 

Trata-se de uma versão nacional da Moeda Digital de Banco Central (CBDC, em inglês). Como qualquer criptomoeda, é baseada na tecnologia blockchain, mas não pode ser confundida com outras, como o Bitcoin ou o Ethereum — no caso, o Real Digital terá as mesmas características de moeda soberana emitida pelo Banco Central do Brasil.

A movimentação deve seguir os mesmos parâmetros da moeda convencional e terá contrapartida sempre no mesmo valor, ou seja, um real digital se mantém com valor de R$ 1 no papel-moeda, que hoje representa cerca de 3% das operações no país. 

Para Antonio Hoffert, sócio da H3aven, provedora líder de soluções B2B em blockchain para a América Latina, a implementação da versão digital traz novas oportunidades, nem todas já mapeadas. “O dinheiro vai se tornar programável, e isso abre uma série de possibilidades. A primeira é que novas modalidades de pagamento devem surgir. E a aplicação específica em conta-garantia é uma das mais interessantes”, explica.

Conhecida como Escrow, a tecnologia que garante a segurança das partes envolvidas nos negócios, assegurando transações financeiras protegidas, poderá sair bem mais em conta para as empresas. “Negócios que envolvem importação e exportação, por exemplo, têm um problema como aquele do ovo e da galinha: o cliente não quer pagar antes de receber o produto e o fornecedor não, quer enviar o produto antes de receber o dinheiro”, conta Hoffert. 

Até agora, a solução encontrada é utilizar uma terceira parte de confiança, geralmente um banco ou instituição financeira, que cria uma carta de crédito para garantir que o fornecedor, caso envie o produto conforme as especificações, receba o dinheiro que o cliente depositou previamente nessa mesma instituição financeira. O problema é a taxa cobrada por esses bancos, que geralmente fica em 2% do montante total, o que encarece e muito todo o processo.

É nesse contexto que entra a aplicação dos contratos inteligentes. “É como se fosse um cofre com três chaves, e você precisa de duas chaves para abri-lo. Essas três chaves são distribuídas para três participantes: o cliente, o fornecedor e um árbitro, escolhido por ambas as partes, que pode até ser um banco — a diferença é que o dinheiro não fica custodiado com a instituição financeira”, explica.

SEC

Bancos dos EUA pressionam SEC para redefinir criptoativos e participar do mercado

Grupo de instituições financeiras encaminham carta para Gary Gensler pedindo a mudança do Boletim de Conformidade da Equipe 121

sexta, 16 de fevereiro, 2024 - 14:00

Redação MyCryptoChannel

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Grandes bancos e instituições financeiras dos Estados Unidos estão pressionando a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) a ajustar sua definição de criptoativos para permitir que eles assumam um papel mais significativo no mercado de ativos digitais. 

Em uma carta enviada ao presidente da SEC, Gary Gensler na quarta-feira (14) uma coalizão de grupos do setor bancário pede que a Comissão reconsidere a definição de criptoativos no Boletim de Conformidade da Equipe 121 (SAB 121) para excluir ativos tradicionais registrados na blockchain. 

A reivindicação visa permitir que os bancos atuem como custodiantes dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista recentemente aprovados pela SEC. A orientação atual exige que os bancos mantenham criptoativos em seus balanços patrimoniais, o que torna a custódia em larga escala dispendiosa e complexa. 

A carta destaca os "vários avanços relevantes" desde a emissão do SAB 121 em março de 2022, incluindo a aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista. Segundo o diretor de investimentos da Bitwise, Matt Hougan, a carta sugere essa mudança demonstra um "tom em torno da regulamentação das criptomoedas em Washington" que se torna mais receptivo. 

A iniciativa dos bancos é vista como um sinal claro de seu interesse em participar da "onda de finanças digitais". O analista de ETFs da Bloomberg, Eric Balchunas, resume que “os bancos dos EUA, deixados de fora dos principais papéis relativos aos ETFs de bitcoin, estão pressionando a SEC para ajustar a orientação sobre a custódia de ativos digitais". 

 

Criptomoedas

Brasileiros mantém cautela com renda fixa, mas se arriscam em outros investimentos no início de 2024

Levantamento da Yubb aponta os dez ativos mais procurados em janeiro pelos investidores do Brasil

quinta, 15 de fevereiro, 2024 - 15:05

Redação MyCryptoChannel

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Apesar da Selic em 11,25% ao ano, a renda fixa ainda reina entre os investimentos preferidos dos brasileiros, de acordo com levantamento da plataforma Yubb. CDBs e títulos do Tesouro Direto lideram o ranking, mas os fundos multimercados e as criptomoedas despontam como opções atrativas para o Brasil.  

Em janeiro, a renda fixa se consolidou como a preferência nacional, com destaque para Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e títulos do Tesouro Direto. No entanto, a pesquisa revela uma crescente disposição para investimentos de perfil mais arrojado. Os fundos multimercados, que combinam ativos de risco e conservadores, inclusive criptomoedas, subiram da quinta para a terceira colocação entre dezembro e janeiro.  

Essa ascensão pode ser explicada, em parte, pela crescente participação de criptomoedas nos portfólios desses fundos. Dados do provedor de software de impostos CoinLedge indicam que os investidores de criptomoedas obtiveram lucros médios de US$ 887 em 2023. 

Completando o Top 10 dos ativos mais procurados em janeiro, encontramos Letras de Câmbio (LCs) e Recibos de Depósito Bancário (RDBs) na sétima posição, após caírem da quarta colocação no final de 2023. Fundos Imobiliários (FIIs) e debêntures mantiveram suas posições na nona e décima posição, respectivamente, entre os ativos mais desejados pelos investidores no início de 2024.