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ARTIGO: Real Digital: aplicações, prática e desafios

Seguindo tendência internacional, Brasil entra numa fase de digitalização financeira, intensificando a diminuição das transações em papel-moeda

quarta, 26 de abril, 2023 - 14:09

Redação MyCryptoChannel

Com o surgimento das criptomoedas, não somente o mundo financeiro começou a transformar seu olhar sobre o dinheiro, como também as esferas políticas. Afinal, como poderia ser diferente? A simples ideia de uma moeda que não existe fisicamente, cujas transações residem apenas no mundo virtual, implica consequências, no mínimo, revolucionárias.

Após adesão dos Estados Unidos, da China, da Índia, da Rússia e do Reino Unido, o Banco Central do Brasil anunciou este mês o início do projeto-piloto do Real Digital. Com o aumento dos pagamentos eletrônicos, o uso do papel-moeda em queda, entre outros motivos, o BC enxerga com bons olhos uma moeda brasileira à la stablecoin .

Seguindo a tendência internacional, o país entra em uma nova fase de digitalização financeira, intensificando ainda mais a diminuição das transações em papel-moeda - que representam atualmente apenas 3% das operações.

O objetivo do governo é que o novo dinheiro seja usado em pagamentos, compras, transações e investimentos. O Real Virtual terá duas versões. Para o atacado, será utilizado em pagamentos entre o Banco Central e as instituições financeiras. Já a versão do varejo será emitida pelo mercado e chegará ao consumidor final em formato de um real tokenizado. Ou seja, é uma representação digital do dinheiro já usado. Assim como em contas bancárias, poderá ser trocado ou armazenado eletronicamente.

Mas quais as vantagens desse novo modelo? Primeiramente, remove o custo de pagamentos de 2% e possibilita um pagamento ínfimo para apoiar a economia de dados. Aumenta muito a liquidez, já que toda a complexidade em câmbio, o cross-border e a reconciliação pós-negociação são eliminados. Qualquer coisa pode ser trocada em novos mercados digitais com controle do proprietário dos dados sobre identidade, propriedade e regras de mercado (votação), tudo com finanças descentralizadas.

Além disso, a moeda permite transações entre pessoas de forma direta; reduz custos de produção, armazenamento, transporte e distribuição de dinheiro físico; traz acesso à população não bancarizada; estimula a inovação no setor financeiro, impulsionando o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções; e ainda pode ser usada em qualquer lugar do mundo, sem necessidade da conversão por meio de bancos.

O projeto-piloto já está no radar de empresas e instituições financeiras e o lançamento para a população está previsto para o fim de 2024.

O desafio agora é garantir a descentralização, velocidade, veracidade e imutabilidade de dados para diminuir custos e favorecer mais eficiência, sem intermediários nos processos financeiros. O truque é regular os fundos de reserva onde o CBDC no atacado pode ser uma garantia útil.

O futuro do valor digital é o que chamamos de tokenomics, aliado a um novo tipo de banco digital. Assim como a Amazon, era uma nova espécie de livraria. Ainda é possível comprar um livro em uma loja, mas hoje ninguém pode imaginar a ausência do comércio eletrônico. O dinheiro programável é inevitável. A sociedade precisa de um novo modelo digital para a democracia, ou renunciaremos a nossos direitos digitais por falta de apetite para assumir qualquer responsabilidade ou deveres virtuais, por exemplo, sob custódia.

Concordo, no entanto, que qualquer ferramenta pode ser usada para o bem ou para o mal. É justamente o processo democrático que importa para tomar essa decisão. O fato é que a economia token está nascendo, mas poucas pessoas têm esse nível de compreensão. A descentralização é uma guerra pela democracia na economia, na política e na filosofia. O blockchain é uma máquina de mudança de comportamento por meio da liberdade das transações. Sempre houve luta pela democracia. Agora esse é o campo de batalha dessa geração.

A opinião e as informações contidas neste texto são responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a visão da MyCryptoChannel

Geral

Roberto Campos Neto prevê fim dos bancos tradicionais com a ascensão das plataformas digitais e Drex

Em sua primeira fala pública após deixar o cargo de presidente do BC prevê uma revolução no sistema bancário com o avanço das fintechs e novas formas de pagamento como o Pix e as moedas digitais

segunda, 24 de março, 2025 - 13:10

Redação MyCryptoChannel

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Os grandes bancos enfrentarão uma transição para as plataformas digitais. A previsão foi feita por Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central (BC), em sua primeira aparição pública após deixar o cargo. 

Durante evento promovido pela XP Private Bank e a Miami Herbert Business School, Campos Neto destacou que os bancos convencionais serão abalados por plataformas digitais e isso não vai demorar muito. 

“Minha maior previsão é a de que bancos tradicionais serão profundamente abalados por bancos de plataformas digitais. É um processo que já está acontecendo e que vai acelerar nos próximos dois anos”, destacou Campos Neto. 

Bancos tradicionais estão com os dias contados 

Para justificar a previsão, ele citou exemplos de fintechs como Nubank, Revolut e Mercury, que estão se tornando competitivas, principalmente por conta de seus custos menores de atração e manutenção de clientes do que bancos tradicionais. 

Além disso, novas formas de pagamento também estão transformando o mercado financeiro. A implementação do Pix, por exemplo, está tornando os bancos tradicionais menos relevantes, ao facilitar pagamentos instantâneos e mais acessíveis.

“O Pix pode ser por aproximação. Eventualmente, terá funções de cartão de crédito. Pagamentos instantâneos estão mudando a forma com que os bancos funcionam”, afirmou o ex-presidente do Banco Central. 

Papel do Drex

Uma das previsões de Campos Neto envolveu a implementação das Moedas Digitais de Banco Central (CBDCs), com destaque para o Drex, o "real digital". Ele argumentou que a adoção dessas moedas trará mais eficiência, especialmente em pagamentos transfronteiriços. 

Além disso, com a introdução de contratos inteligentes, a integração de todos os serviços financeiros em uma plataforma única estará cada vez mais próxima.

“Veremos esses marketplaces de finanças em um único aplicativo com todos os seus dados, e você poderá migrar suas informações para diferentes instituições e comparar produtos financeiros para escolher aqueles que ofereçam preços mais baratos”, ressaltou. 
 
 

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Imposto de Renda 2025: Quem precisa declarar e como enviar

O prazo para envio do IRPF 2025 vai até 31 de maio. Confira se você está obrigado a declarar e veja as opções disponíveis

sexta, 07 de março, 2025 - 16:06

Redação MyCryptoChannel

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A temporada do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2025 está prestes a começar, e os contribuintes devem ficar atentos ao prazo de envio da declaração. A expectativa é que o período tenha início em 17 de março, uma segunda-feira, já que o dia 15, data escolhida normalmente, cairá em um sábado.

A entrega das declarações deve seguir até 31 de maio, mas, como essa data também será em um sábado, a Receita Federal pode ajustar o prazo final. Porém, as datas ainda não foram divulgadas.

Quem precisa declarar o Imposto de Renda em 2025

A Receita Federal confirmará as regras para este ano, mas a expectativa é que os critérios de obrigatoriedade sejam mantidos. Devem declarar o Imposto de Renda os contribuintes que, em 2024, se enquadraram em pelo menos uma das seguintes condições:

  • Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 no ano;
  • Obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 40.000,00;
  • Possuíam bens e direitos que, somados, ultrapassavam R$ 300.000,00 em 31 de dezembro;
  • Obtiveram ganho de capital com a venda de bens ou direitos sujeitos à tributação;
  • Exerceram atividade rural e tiveram receita bruta superior a R$ 169.520,00 ou desejam compensar prejuízos anteriores.
  • Pessoas que tiveram renda mensal de até R$ 2.259,20 em 2024 estão isentas da obrigatoriedade da declaração.

Como enviar a declaração

Os contribuintes poderão preencher e entregar a declaração utilizando diferentes plataformas disponibilizadas pela Receita Federal. As principais opções são:

  • Programa Gerador da Declaração (PGD), disponível para download no site da Receita;
  • Portal e-CAC, para quem possui conta gov.br com nível prata ou ouro;
  • Aplicativo "Meu Imposto de Renda", que permite o envio da declaração por celulares e tablets.