Criptomoedas

Sua mãe tem Bitcoin? Conheça mães que são líderes e investem em criptomoedas

Na CryptoMarket, um dos maiores marketplaces de criptomoedas da América Latina, há duas executivas que provam isso

6 MAI 2023 • POR Redação MyCryptoChannel • 16h00
Foto: Reprodução (Paul Hanaoka / Unsplash)

Mães que ocupam posição de liderança nas empresas são exemplos de como é possível conciliar maternidade e carreira, desconstruindo um imaginário machista que leva 50% das mulheres brasileiras a perderem o emprego após a gravidez - segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas.

Na CryptoMarket, um dos maiores marketplaces de criptomoedas da América Latina, há duas executivas que provam isso: Denise Cinelli, Country Manager do Brasil, e Fernanda Juppet, a CEO.  

Mostrar que mulheres podem continuar galgando novas posições é essencial para a realização pessoal e saúde mental das mulheres no mercado corporativo. É inadmissível que em 2023 apenas 54,6% das mães de 25 a 49 anos, com crianças de até três anos em casa, estão empregadas [dados do estudo Estatísticas de Gênero, divulgado pelo IBGE]. Por isso, na CryptoMarket priorizamos pela equidade de gênero para criar um ambiente corporativo justo para todos”, explica Cinelli, que teve seu primeiro filho a pouco menos de um ano.

Maternidade Surpresa

Depois de sete anos tentando engravidar, Denise Cinelli escutou do médico que a possibilidade de ter um filho biológico e de maneira natural com seu marido era quase nula, menos de 1%. Então, eles desistiram e entraram na fila de adoção, e foi quando a cegonha bateu à porta.

Em outubro de 2021 fui de férias com minha mãe e sobrinha para Natal (RN) e na volta da viagem descobri que estava grávida. Precisei fazer quatro testes, de marcas diferentes, para acreditar que não era defeito do exame que havia comprado. Foi uma surpresa maravilhosa e ao mesmo tempo desafiadora porque seria mãe aos 40 anos, o que era assustador e, ao mesmo tempo, a empresa estava em plena expansão”, conta a executiva.

A gestão humanizada da startup fez toda diferença durante a gestação e licença maternidade, com todo suporte e adaptação ao seu momento pessoal. “Felizmente, souberam respeitar esse meu maternar, tanto que meus superiores até me davam bronca quando eu me conectava para fazer alguma coisa, ou ajudar em algumas ocasiões. Isso me ajudou a me desconectar e me dedicar somente a ser mãe durante minha licença”, pontua.

Aí chegou o momento de voltar ao trabalho, Denise se viu insegura sobre sua capacidade de liderar a empresa no Brasil e cuidar de seu filho ao mesmo tempo. “Como toda mãe de primeira viagem, tive que me redescobrir e entender que existem ambas mulheres dentro mim: não preciso ser só mãe ou só gerente, sou as duas e isso fez de mim uma líder muito melhor para a equipe! A gente pensa responsável em ensinar os filhos, mas a verdade é que aprendemos muito mais com eles”, confidencia. 

Cinelli também aprendeu que pode ser mãe e executiva ao mesmo tempo e que a maternidade pode trazer ensinamentos valiosos para a gestão.

Com o home office adotado 100% pela empresa, hoje consigo conciliar a carreira com a materna. Todos da equipe e alguns parceiros já conhecem o Murilo, de dez meses, que está presente em algumas reuniões. É incrível pensar que entre uma troca de fraldas, uma mamadeira, fechamos negócios, contratos e parcerias, planejando e executando o crescimento estratégico da empresa no Brasil, além dos projetos internos aplicados globalmente. Sim, parece que sou uma super mãe, mas a verdade é que, sem a compreensão e apoio da minha família e da equipe com a qual eu trabalho, isso jamais seria possível”, finaliza.

Maternidade fora do convencional

CEO da CryptoMarket em horário comercial e mãe do Mauricio (26), Martina (10) e Alicia (2) em tempo integral. Essa é a Fernanda Juppet, que está à frente da CryptoMarket. Seu filho mais velho, Maurício, conheceu enquanto lecionava em uma faculdade no Chile.

"Há sete anos conheci uma criatura maravilhosa, enquanto lecionava na Universidade, e eu o sentia como parte da minha família. O processo de adoção foi apenas o reconhecimento público de um sentimento que era impossível descartar. Nossa conexão era tamanha que, assim que a primeira vez que Martina o viu, pegou-o pela mão e o convidou para brincar e, desde então, eles se amam de todo o coração", conta a chilena que é advogada e LL.M (Universidade da Califórnia, Berkeley), MBA (Universidade de Valência) e PhD em Negócios (Cass Europa). 

Sobre a jornada materna e de alta executiva em uma multinacional, Juppet aponta, assim como a maioria das mães, que os maiores desafios são conciliar horários e atender às expectativas da equipe e da família.

"Entender que em casa é preciso acompanhar os processos de crescimento ao invés de liderá-los, é um desafio constante. E também aprender a não se culpar por não estar em todos os lugares ao mesmo tempo, não é possível alcançar a perfeição em todos os aspectos da vida, basta dar o nosso melhor e tentar ser a nossa melhor versão de si", opina.

Fernanda também conta haver lições da maternidade que são ferramentas poderosas de gestão. "Tanto uma mãe quanto um executivo devem estar abertos a ouvir, pois as melhores ideias às vezes vêm de quem você menos espera, e as soluções infantis são maravilhosas. Às vezes, ao conversar com meus filhos sobre alguns desafios do dia a dia, em que cada um compartilha suas experiências no jantar, eles me fazem ver pontos de vista que mudam minha perspectiva sobre os obstáculos do trabalho, resolvendo até certa medida, problemas em que estive presa", destaca.

Responsabilidade parental 

Na empresa a participação ativa na criação dos filhos não é só das mães, os pais também são participativos e estimulados para isso. “Grande parte dos pais são muito presentes na criação dos filhos, que recebem da equipe a mesma empatia e benefícios que as mulheres que são mães. Mais do que equidade de gênero, a fintech acredita na gestão humanizada, onde é priorizado o bem-estar para aumentar a produtividade de todos”, finaliza Denise Cinelli.