Enquanto os bancos no Japão se preparam para emitir stablecoins sob a nova legislação aprovada, a falta de clareza regulatória nos Estados Unidos se apresenta como um obstáculo para as instituições do país que desejam seguir o mesmo caminho.
Em junho deste ano, o país aprovou uma estrutura legal para as stablecoins, que entrou oficialmente em vigor na última quinta-feira (1). Essa nova lei estabelece requisitos específicos para esses ativos, que geralmente são lastreadas por um ou mais ativos de reserva, exigindo que elas estejam vinculadas ao iene japonês ou a outra moeda legal e garantindo o resgate ao detentor pelo valor nominal.
Além disso, a legislação restringe a emissão de stablecoins apenas às instituições financeiras licenciadas, como bancos registrados, agentes de transferência de dinheiro e empresas fiduciárias.
Essa iniciativa do Japão reflete um esforço do país em estabelecer uma estrutura legal e regulatória clara para as stablecoins, fornecendo uma base sólida para a emissão desses ativos digitais pelas instituições financeiras. Essa clareza regulatória dá maior segurança aos bancos japoneses que desejam explorar o potencial das moedas como uma forma eficiente e confiável de transferência de valor.
No entanto, nos EUA, a falta de clareza regulatória tem sido um desafio significativo para as instituições que desejam emitir suas próprias stablecoins. A ausência de uma estrutura legal abrangente e diretrizes claras tem gerado incertezas e dificultado o avanço nesse segmento.