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ARTIGO: Empresas estão maduras para apostar na Web3?

Organizações têm de estar atentas às movimentações, ao que deu certo e ao que não funcionou para que suas tomadas de decisão não sigam o caminho contrário ao da transformação digital

terça, 11 de abril, 2023 - 16:34

Redação MyCryptoChannel

Por Ana Wadovski

São diversas as empresas que flertam com as novas tecnologias como forma de se posicionarem dentro da Web3. Seja por meio do metaverso, das NFTs, ou seja, os tokens não fungíveis, a ideia dessas companhias é testar o terreno e se preparar para o que promete ser não apenas o futuro da internet, mas também dos negócios como um todo. Vimos grandes companhias como Carrefour, Pedigree, Calvin Klein e Porsche entrarem na Web3, mas cada um à sua maneira.

Quando as empresas buscam enxergar sua maturidade dentro da Web3, isso pode impactar e muito o tipo de projeto que será desenvolvido. Temos diversos exemplos que nos permitem avaliar como empresas têm buscado entender os espaços que podem ser ocupados nessa nova realidade de negócio.

Carrefour, por exemplo, anunciou que vai entrar no The Sandbox com um projeto com NTFs que já está em desenvolvimento. É sem sombras de dúvidas uma linha mais segura e objetiva: as famosas lojas no metaverso. Trata-se de uma forma de explorar o terreno comprado na plataforma gamer por meio do que costumamos chamar de product placement, e entender de que forma o negócio pode prosperar nesta nova realidade. É uma ótima oportunidade para começar a se comunicar com um público mais jovem que será um potencial consumidor em um futuro próximo. 

São muitas empresas que optaram por trilhar esse mesmo caminho, uma vez que é mais seguro e já está validado por outros players, com roadmap bem mais seguro. Explorar as oportunidades de negócios na Web3 por meio da presença nos games e no investimento no metacomerce é algo que tem dado bastante certo.

Outro exemplo interessante é o da marca Pedigree, que lançou uma iniciativa de acolhimento virtual no metaverso do Decentraland para encontrar lares para cães reais. A ação Fosterverse, como foi batizada, pretende arrecadar fundos para abrigos e incentivar as pessoas a dar um lar aos animais de estimação na vida real.

A meu ver, trata-se de um movimento bastante interessante que vai além de só, estar presente no metaverso por meio de avatares, mas sim com iniciativas que, de fato, promovem impacto no mundo real no curto prazo. Sem contar que está bastante alinhado com o posicionamento de branding da empresa, o que mostra que é possível que as marcas inovem e, ao mesmo tempo, mantenham sua identidade.

A Calvin Klein, por sua vez, mirou na comunidade asiática e naqueles que comemoram o ano novo lunar, e lançou uma parceria com a plataforma Ready Player Me. Trata-se de um game no formato play to earn, que permite que os clientes da marca participem de jogos e customizem as peças.

Assim como comentei anteriormente no caso do Carrefour, trata-se de uma aposta segura e já validada, principalmente pelo fato de a indústria da moda ser uma das que mais investe em possibilidades como NFT, metaverso, gamificação, proporcionando novas experiências virtuais imersivas que transformam a relação dos consumidores com marcas. São muitos os players deste segmento que têm direcionado esforços para a Web3, e isso vai abrindo cada vez mais espaço para a fomentação de novos negócios.

Mas nem tudo são flores. Como vimos acima, são muitos os exemplos bem-sucedidos de primeiros passos na nova era da internet, mas há também aqueles que não tiveram tanta sorte. E aqui falamos da Porsche, que viu seu lançamento da coleção de NFTs se tornar um verdadeiro fiasco.

Os tokens colocados à venda pela marca alemã teve pouca aderência de interessados e os preços ainda despencaram na OpenSea, plataforma utilizada para compra e venda de NFT. Acredito que a soma de alguns fatores fizeram com que a iniciativa não fosse bem sucedida, entre eles o péssimo time para o lançamento, em meio ao Bear Market, o alto preço dos tokens, algo em torno de US$ 1,5 mil, e o grande volume de unidades, eram 7,5 mil disponíveis, o que por sua vez não gera exclusividade. Vimos que a Porsche nada aprendeu com outras empresas pioneiras que enfrentam dificuldades semelhantes. 

Quando falamos em maturidade das marcas ao flertarem com a Web3 é muito importante termos em mente quais companhias estão fazendo dar certo e seguir esses passos, como a Nike que já possui plataforma própria e tem se associado a outras marcas nativas da Web3 para seguir seus roadmaps e acelerar seu crescimento. Estar maduro para a nova era da internet é justamente reconhecer essas oportunidades e aproveitá-las, algo que a Porsche infelizmente não fez. 

Com exemplos acima podemos perceber que há espaço para todo e qualquer tipo de empresa e também para os mais variados segmentos dentro da Web3. No entanto, trata-se de algo novo, onde quase todos os movimentos podem ser encarados como testes. Isso, por sua vez, não impede que as companhias percebam o que mais tem dado certo e busquem recalibrar a rota quando necessário, para investir em iniciativas mais assertivas.

E aqui vale chamarmos atenção para a força que a gamificação tem ganhado nessas últimas ações. Para além do metaverso, onde acredito que a gamificação seja quase que obrigatória, estamos vendo essa aplicação em muitos projetos da Web3. Acredito que os novos negócios logo serão orientados pela gamificação e isso exigirá que as pessoas não só dominem essa questão, como também a encarem como uma skill essencial para não ficar de fora das novidades que estão por vir. 

As empresas, por sua vez, têm de estar atentas às movimentações da Web3, ao que deu certo e, principalmente, ao que não funcionou para que suas tomadas de decisão não sigam o caminho contrário ao da transformação digital que temos observado nos negócios.

A opinião e as informações contidas neste artigo são responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a visão da MyCryptoChannel

Web3

CoinMarketCap busca startups de cripto e Web3 no Brasil para impulsionar crescimento

Programa acelerador de startups da empresa oferece acesso ao seu ecossistema e benefícios para impulsionar projetos inovadores

quinta, 01 de fevereiro, 2024 - 11:09

Redação MyCryptoChannel

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O CoinMarketCap, site de referência para dados de criptomoedas, está buscando startups de cripto e Web3 no Brasil para impulsionar seu crescimento. A iniciativa é liderada pelo CMC Labs, programa acelerador de startups da empresa, que oferece acesso ao seu ecossistema e uma série de benefícios para projetos inovadores. 

 

 

O gerente de operações do CoinMarketCap, Gabriel Zani, revelou o interesse da empresa durante um evento realizado pela BNB Chain em parceria com a Osten Moove. "Podemos ajudar muitos novos projetos de Web3, blockchain e criptomoedas no Brasil”. 

 

 

“Queremos ajudar os projetos a atingir mais gente. Ajudar não quer dizer que vamos ser uma plataforma para promover o projeto, e sim, queremos ajudar o projeto a se desenvolver e crescer", destacou Zani. 

 

 

O CMC Labs oferece um programa de aceleração de um ano de duração, com o objetivo de capacitar a próxima geração de fundadores da Web3. Lançado no final de 2023, o programa busca revisar setores tradicionais com recursos inovadores da Web3.  

 

 

"O CMC Labs fornece aos fundadores acesso exclusivo ao ecossistema do CoinMarketCap e todas as empresas e projetos conectados com o grupo", explica Zani. As startups que participarem do programa CMC Labs receberão uma série de benefícios para impulsionar seu crescimento como promoção nas redes sociais, campanhas educacionais, conteúdos de pesquisa e networking.  

 

 

O interesse do CMC Labs no Brasil é significativo, pois o país é o quarto maior em volume de acessos ao portal. "Estamos aqui para ajudar os projetos a crescer", finalizou Zani. 

 

 

Web3

Usuários de aplicativos Web3 crescem 124% em 2023, com destaque para NFTs e DeFi

Near, Klaytn e Arbitrum lideraram o crescimento

sexta, 12 de janeiro, 2024 - 09:46

Redação MyCryptoChannel

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O número de usuários de aplicativos Web3 cresceu 124% em 2023, de acordo com um relatório da plataforma de análise de blockchain DappRadar. O estudo revela que a expansão foi impulsionada pelos setores de NFTs e DeFi, enquanto as redes Near, Klaytn e Arbitrum lideraram o crescimento. 

 

 

O relatório constatou que uma média de 4,2 milhões de usuários ativos únicos (UAW) interagiam diariamente com esses aplicativos em 2023. Isso representa um aumento de mais de 200% em relação a 2022.  

 

 

Os produtos de token não fungível (NFTs) foram os que mais cresceram, com um aumento de 166% em relação a 2022. As finanças descentralizadas (DeFi) ficaram em segundo lugar com um aumento de 112%, enquanto os aplicativos de mídia social tiveram um ganho de 29%. 

 

 

As redes Near, Klaytn e Arbitrum tiveram as maiores taxas de crescimento de todas as redes blockchain. Near teve um aumento de 1.902%, Klaytn 1.099% e Arbitrum 624%. Essas redes foram impulsionadas por uma série de fatores, incluindo o lançamento de novos DApps

 

 

Por outro lado, Harmony, Solana e Hive tiver as maiores perdas do ano. A UAW da Harmony caiu 96%, a da Solana 76% e a da Hive 68%. O relatório concluiu que o declínio da Harmony foi causado pela exploração de sua ponte em junho de 2022. A rede não foi capaz de se recuperar do ataque, o que levou a uma perda de confiança dos investidores.